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Dicas para tornar sua casa acessível

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06/02/2018

A casa deve ser um local seguro, confortável e se adaptar à rotina dos moradores. E quem tem crianças, idosos ou pessoas com mobilidade reduzida deve redobrar ainda mais os cuidados.

No caso dos idosos, mais especificamente, é preciso planejar a residência e garantir a eles a máxima autonomia. Isso porque problemas de visão, redução da audição, hipertensão, labirintite, efeito colaterais de remédios (entre outros fatores) são as causas dos acidentes.

No entanto, com algumas dicas é possível transformar a casa em um local mais seguro e confortável. Veja quais são:

- Tapetes: devem ser evitados, mas caso permaneçam, opte por aqueles com cerdas baixas e instale fitas adesivas antiderrapantes para fixá-los;

- Cores: paredes de cor clara refletem melhor a luz e detalhes com cores mais fortes podem estimular os sentidos do idoso e tornar a rotina mais dinâmica;

- Móveis: evite que o idoso tenha que se abaixar ou se esticar muito para alcançar os objetos (utilize móveis com altura média); cadeiras e sofás com assento médio e espaldar alto são mais confortáveis para se levantar; cantos arredondados são mais seguros; mesas laterais devem ser fixas para permitir que se apoiem quando necessário; gavetas devem ter travas de segurança para que não caiam ao abrir; armários com portas de correr são melhores por não interferirem na área de circulação; evite móveis de vidro;

- Circulação: deve ser a mais livre possível e, em geral, no mínimo 80cm (segundo a NBR 9050 - norma brasileira de Acessibilidade, uma pessoa com bengala precisa de 75cm livres para circular, já alguém com um andador com rodas precisará de 90cm, assim como uma pessoa em uma cadeira de rodas);

- Acesso a Escadas: o melhor é que ocorra através de rampas, com no máximo 8,33% de inclinação (segundo NBR 9050); para maior proteção instale corrimão com 90cm de altura nas escadas e rampas; elevadores e plataformas elevatórias são uma boa solução para evitar escadas e desníveis;

- Escadas: devem ter patamar entre 28 e 30cm para que os pés tenham o apoio necessário; marque o início e o fim da escada, o que pode ser feito utilizando um material de cor e textura diferente; balizadores (pontos de iluminação) em cada degrau facilitam sua visualização; evite desníveis pequenos que podem provocar tropeços (prefira pequenas rampas);

- Piso: opte pelos antiderrapantes, como cerâmicas com textura tátil e pisos emborrachados;

- Iluminação: deve ser abundante e uniforme, evitando pontos escuros que possam esconder objetos, compensando as dificuldades visuais; as lâmpadas devem ser anti-ofuscante (lâmpadas leitosas permitem iluminação indireta); facilite o acesso aos interruptores escolhendo os iluminados. Leia mais: Conforto Visual: Iluminação;

- Portas: se possível sempre com vão mínimo de 80 cm, principalmente para o banheiro e entrada da casa (esta pode ser maior, com 90cm); maçanetas de alavanca (e não redondas) são recomendadas;

- Banheiro: adapte barras de apoio e banco dentro do box. Quer saber como? Confira o artigo: Banheiro Adaptado;

- Cozinha: torneira de monocomando ou alavanca facilita o manuseio; copos de plástico e de metal evitam cortes no caso de acidentes; ter um carrinho com rodas facilita o transporte dos objetos de um ambiente para o outro;

- Quarto: deve ficar no andar térreo, com acesso fácil ao banheiro; a cama deve ter altura que permita estar sentado e apoiar os pés no chão; colchão e travesseiros devem estar de acordo com as necessidades de saúde da pessoa (como o peso); deve haver lanterna, telefone e campainha próximos da cama; a mesa lateral deve ter cantos arredondados;

- Jardim: deve ser bem iluminado para que quem esteja dentro da casa enxergue bem o que há do lado de fora, garantindo segurança física e psicológica. Capriche no paisagismo: o contato com o jardim acalma e traz muitos benefícios para a saúde.

Fonte: Portal Clique Arquitetura / Foto: Site Ateliê de Ideias Arquitetura

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